O município de Barra do Bugres (509 Km a leste de Cuiabá), o Estado de Mato Grosso e a União Federal são alvos de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual (MPE) devido o lançamento de esgoto sem tratamento no Rio Paraguai. Na ação, o MP requer à Justiça que seja estabelecido um prazo de 180 dias para a construção de um sistema de tratamento e coleta de efluentes capaz de atender a demanda do município. Requer, ainda, que em 120 dias, sejam iniciadas as obras de implantação do Projeto do Sistema de Esgotamento Sanitário da cidade.
De acordo com o promotor de Justiça de Barra do Bugres, Rinaldo Segundo, o Ministério Público recebeu denúncia relatando que redes de esgoto estavam sendo escoadas nos rios Paraguai e Bugres sem nenhum tipo de tratamento, bem como a existência de lixo nas margens dos rios. “Instauramos um procedimento para apurar as denúncias e constatou-se o lançamento de esgoto in natura no rio Paraguai. Também solicitamos informações a diversos órgãos públicos da área de meio ambiente sobre as providências adotadas para coibir a poluição nos referidos rios”.
Segundo ele, o rio Paraguai é um dos componentes dos recursos hídricos brasileiros. “A descarga de esgoto sem tratamento nos cursos d’água consiste no que a doutrina chama de poluição hídrica e compromete, cada vez mais, a qualidade dos recursos hídricos. Por esse motivo, tal prática é coibida pela legislação ambiental, que veda esse lançamento de dejetos ao impor restrições à atividades poluentes”, afirmou.
Na ação, a Promotoria de Justiça também requer que o município, o Estado e a União promovam análises físico-química e microbiológica periódica dos efluentes finais do rio Paraguai, bem como informem em juízo o prazo necessário para a conclusão das obras.
O Ministério Público ressaltou que a falta de um sistema de esgotamento sanitário ocasiona alagamento no bairro Boa Esperança, em Barra do Bugres,causando prejuízos e problemas de saúde à população. “Os moradores do município estão enfrentando grave risco de epidemias de várias doenças causadas por utilizar água com alto potencial de possível contaminação”.
Na ação, o promotor destacou que o município de Barra do Bugres informou que a efetivação do Projeto do Sistema de Esgotamento Sanitário, que até o momento não foi atendido pelo Ministério da Saúde, é apontado como fonte para solucionar os dois problemas ambientais: o da poluição dos rios Bugres e Paraguai e o alagamento do bairro Boa Esperança.
quarta-feira, fevereiro 23, 2011
Poluição da Lagoa da Pampulha, em BH, incomoda população
Quem frequenta o lugar reclama da poluição e do mau cheiro,Há quase 6 anos, associação registra esses problemas.
Uma das atrações turísticas de Belo Horizonte, a Lagoa da Pampulha pede socorro há vários anos. Quem mora na região ou frequenta o lugar reclama da poluição e do mau cheiro. Nos fins de semanas de sol, como neste sábado (12), a orla fica cheia de gente.
Moradores e turistas, que querem levar pra casa a lembrança de um dos lugares mais famosos da capital mineira.
Há quase seis anos, a Associação Amigos da Pampulha vem acompanhando e registrando esses problemas na lagoa. As fotos que eles guardam não são nada bonitas: lixo... assoreamento... Os moradores afirmam que já recorreram até ao Ministério Público pedindo providências
O trecho com a maior quantidade de bancos de areia do assoreamento e lixo visível fica perto do Parque Ecológico. A Sudecap não informou se pretende intensificar os trabalhos de limpeza na lagoa.
Produção brasileira voltada para exportação gera impactos ao meio ambiente
A produção brasileira de commodities – produtos básicos cotados internacionalmente – para exportação gera impactos negativos ao meio ambiente ao usar de forma intensiva diversos recursos naturais, aponta estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
“Na produção de cana-de-açúcar, de soja, há uma grande utilização de parcelas do solo que pode ter impactos como o deslocamento de populações rurais, redução de terra para produção de alimentos, uso intenso de agrotóxicos que contaminam o solo e em consequência contaminam a água”, explicou o pesquisador e um dos autores do estudo Jorge Hargrave.
Ele disse ainda que falta no Brasil uma cultura que leve em conta as questões relativas ao meio ambiente na gestão pública. Para os gestores, as questões ambientais são vistas como um entrave ao desenvolvimento.
Hargrave disse ainda que há soluções que agregam a manutenção da produção e a redução de impacto para o meio ambiente. Ele citou, como exemplo, a produção de alimentos orgânicos que tem baixo impacto ambiental.
“É possível continuar produzindo soja sendo uma parte com agrotóxico e outra sem agrotóxico, por exemplo. Pode-se ter uma produção tão grande quanto há hoje em bases sustentáveis. É uma questão de regular o mercado dizendo que tipo de produção se que ter”, analisou.
O estudo faz parte de uma série de análises cujo tema é Sustentabilidade Ambiental no Brasil: Biodiversidade, Economia e Bem-Estar Humano.
“Na produção de cana-de-açúcar, de soja, há uma grande utilização de parcelas do solo que pode ter impactos como o deslocamento de populações rurais, redução de terra para produção de alimentos, uso intenso de agrotóxicos que contaminam o solo e em consequência contaminam a água”, explicou o pesquisador e um dos autores do estudo Jorge Hargrave.
Ele disse ainda que falta no Brasil uma cultura que leve em conta as questões relativas ao meio ambiente na gestão pública. Para os gestores, as questões ambientais são vistas como um entrave ao desenvolvimento.
Hargrave disse ainda que há soluções que agregam a manutenção da produção e a redução de impacto para o meio ambiente. Ele citou, como exemplo, a produção de alimentos orgânicos que tem baixo impacto ambiental.
“É possível continuar produzindo soja sendo uma parte com agrotóxico e outra sem agrotóxico, por exemplo. Pode-se ter uma produção tão grande quanto há hoje em bases sustentáveis. É uma questão de regular o mercado dizendo que tipo de produção se que ter”, analisou.
O estudo faz parte de uma série de análises cujo tema é Sustentabilidade Ambiental no Brasil: Biodiversidade, Economia e Bem-Estar Humano.
Desmatamento na amazônia cresce 994% em 1 ano, diz ONG
Em um relatório divulgado nesta quarta-feira, a organização não governamental Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) aponta um "aumento expressivo" de 994% no desmatamento (supressão total da floresta com exposição do solo) na Amazônia Legal no período de um ano. Em dezembro de 2009, o sistema de alerta detectou 16 km² de destruição. Já no último mês do ano passado, a área de desmate havia saltado para 175 km².
Outro aumento que chamou a atenção dos pesquisadores foi em relação às florestas degradas na Amazônia - intensamente exploradas pela atividade madeireira e/ou queimadas. Em dezembro de 2009, foram 11 km² danificados, contra 541 km² registrados um ano depois - o que corresponde a um aumento de 4.818%.
Segundo o Imazon, o desmatamento acumulado no período de agosto de 2010 a janeiro de 2011 totalizou 858 km². Houve um ligeiro aumento de 3% em relação ao mesmo período anterior (agosto de 2009 a janeiro de 2010) quando o desmatamento somou 836 km². Já a degradação da floresta acumulada no mesmo período chegou a 3.722 km². Com isso, houve um crescimento de 338% em relação ao período anterior, quando a degradação somou 850 km².
Ainda conforme o relatório, o Estado de Rondônia foi o que mais contribuiu para o desmatamento registrado em dezembro de 2010, com 43% da área total destruída. Em seguida, aparece Mato Grosso, com 31%, e Amazonas, com 16%. Nos outros Estados, desmatamento foi proporcionalmente menor, sendo o Pará com 5%, Acre com 4% e Tocantins com 1%.
Já em relação à degradação florestal, Mato Grosso contribuiu com 53% do total registrado no final do ano passado, seguido de Rondônia, com 32%, Amazonas, com 10%, Acre, com 4% e Pará, com 1%.
quinta-feira, agosto 19, 2010
O perigo da Sacola Plástica.
Você certamente já ouviu falar que as sacolas plásticas não fazem bem para o meio ambiente. Mas você sabe quais problemas ela traz? O primeiro deles é que tudo quanto é descartável, ou seja, aquilo que usamos uma vez e jogamos no lixo tende a criar uma montanha de lixo desnecessário. É sempre melhor reutilizar o que temos ou a lixeira vai ficar cheia em questão de horas.
Da lixeira da sua casa, elas vão para o aterro e sabe quantos anos elas levam para se decompor? Mais de 400, quase meio milênio depois que foi descartada!
Por isso, o Ministério do Meio Ambiente lançou uma campanha chamada “Saco é um saco” para diminuir a quantidade de plástico que jogamos fora. De acordo com os dados oficiais, cada brasileiro usa 800 sacolas, em um ano. Juntando tooodo mundo do país, em 365 dias, isso soma 12 bilhões!
A sacola não tem custo nenhum para o cliente – apesar de que, em alguns lugares, como em Santa Catarina, isso já é cobrado – mas o governo tem que investir muito para limpar essa sujeira.
O que acaba acontecendo com tanto lixo é que essas sacolas vão parar onde não devem: nas praias, nas matas...e sabe o que acontece? Veja o vídeo produzido por três supermercados argentinos: Jumbo, Vea e Disco.
Da lixeira da sua casa, elas vão para o aterro e sabe quantos anos elas levam para se decompor? Mais de 400, quase meio milênio depois que foi descartada!
Por isso, o Ministério do Meio Ambiente lançou uma campanha chamada “Saco é um saco” para diminuir a quantidade de plástico que jogamos fora. De acordo com os dados oficiais, cada brasileiro usa 800 sacolas, em um ano. Juntando tooodo mundo do país, em 365 dias, isso soma 12 bilhões!
A sacola não tem custo nenhum para o cliente – apesar de que, em alguns lugares, como em Santa Catarina, isso já é cobrado – mas o governo tem que investir muito para limpar essa sujeira.
O que acaba acontecendo com tanto lixo é que essas sacolas vão parar onde não devem: nas praias, nas matas...e sabe o que acontece? Veja o vídeo produzido por três supermercados argentinos: Jumbo, Vea e Disco.
Poluição dos Mares e Oceanos.
Poluição dos Mares e Oceanos
O mar foi desde sempre considerado como um vazadouro natural e durante milénios os ciclos biológicos asseguravam em larga medida a absorção dos dejectos e a purificação das águas. Actualmente, graças à sociedade industrializada e ao mundo militarizado, chegamos a um estado de desequilíbrio do meio marinho. Nele actuam diversos factores químicos, físicos e biológicos.
O mar possui uma grande capacidade de auto depuração e constitui um meio pouco favorável ao desenvolvimento da maioria dos germes patogénicos. Contudo, o lançamento incontrolado de águas utilizadas, provenientes de zonas urbanas, e os resíduos industriais tornaram as águas costeiras num meio propício ao desenvolvimento de microrganismos patogénicos.
Embora os microrganismos não representem, em regra, um grande perigo para os indivíduos que se banhem nas praias, com excepção do caso de elevadas poluições fecais, constituem um risco indiscutível para quem se alimenta de seres vivos criados nesse meio.
Por exemplo, a presença de abundante matéria orgânica favorece o desenvolvimento e crescimento de bancos de moluscos comestíveis que absorvem e retêm numerosos microrganismos patogénicos para os humanos. Este fenómeno explica a frequência de salmoneloses humanas e outras doenças provocadas por ingestão de moluscos (ostras, amêijoas, berbigão, etc.). Contaminações semelhantes podem ocorrer com os peixes que entram na cadeia alimentar dos humanos.
A poluição química dos mares e oceanos reveste uma importância muito maior do que a poluição por microrganismos. Numerosos detergentes e pesticidas arrastados pelas águas fluviais têm efeitos muito nocivos sobre a fauna e a flora litorais.
Outros produtos de origem industrial podem ter efeitos catastróficos nas comunidades costeiras. Os agentes poluentes, em geral, percorrem toda a cadeia trófica marinha, iniciando-se no fitoplâncton e zooplâncton, para se concentrarem finalmente nos moluscos e peixes que são comidos pelos humanos.
Os produtos petrolíferos têm um efeito nefasto sobre toda a vida marinha e litoral onde actuam.
As correntes marinhas facilitam a formação de marés negras, que se abatem sobre as praias e outras zonas costeiras. Os hidrocarbonetos espalhados nos mares e oceanos provêm sobretudo dos petroleiros que limpam os seus depósitos no alto mar e descarregam assim em cada viagem cerca de um por cento do seu carregamento. Esta percentagem pressupõe, ao fim de alguns anos, a existência de muitos milhares de toneladas de produtos petrolíferos espalhados pelos oceanos.
Entre as águas mais gravemente poluídas destacam-se as do Mar Mediterrâneo (também, por isso, designado a "fossa da Europa"), atravessado por milhares de petroleiros, as do Mar do Norte, o Canal da Mancha e os mares próximos do Japão.
A contaminação do meio ambiente por produtos petrolíferos tem como efeito a diminuição da fotossíntese, o tornar difícil a oxigenação das águas devido à camada de hidrocarbonetos e a intoxicação de muitos animais.
As aves são particularmente afectadas. Em 1963, um acidente com o navio Ger-Maersk, na embocadura do Rio Elba, foi responsável pela morte de cerca de 500 000 aves de 19 espécies diferentes. Calcula-se que na Grã-Bretanha o número de aves vítimas de intoxicação por hidrocarbonetos seja de 250 000 por ano. Além das aves, são afectados os moluscos, os crustáceos costeiros e os peixes.
Quanto mais elevado for o nível do organismo na cadeia alimentar, maior é a concentração de poluentes que podem acabar por afectar os humanos, pois estes também são um elo da cadeia ali
mentar.Nas imagens á seguir tem milhares de lixos e cheio de sacolinhas como você pode ver.E pensar que essas praias já foram limpas , antes de um alguém muito sem noção jogou lixo nessas praias.E depois que sujam essa praia , vão pra próxima, bonita e limpa. Jogar lixo , e pra se tornar assim .

Situação do planeta.
É uma tristeza total ver as imagens dos mares do nosso planeta.Se todo mundo cooperasse, não seria tão bom dizer ; Olha os mares , como são lindos , sem lixos , Olha o planeta ! limpo , sem lixos , sem animais mortos ...Olha as árvores , as matas , com um monte de árvores ,tudo verde.Mas a verdade é que todo o mundo não está nem ai pra nada.Ninguém se importa com a natureza, ninguém se importa com os animais.E pensar que quem fez isso com os mares , que quem jogou lixo nas praias , ruas que dão pro esgoto , que vão parar no mar ... somos nós , nós seres humanos. Pensar que a pobre de uma tartaruga , pássaro , peixes confundem a comida delas com lixos.E que elas morrem.Você sabia que 27% dos lixos nos mares , são sacolinhas plásticas ? Pois é , isso é verdade. As sacolinhas plásticas são um perigo para os animais.Se cada um não jogasse lixos na praias , e não usasse sacolas plásticas, usasse pelo menos uma sacolinha de papelão ou qualquer coisa , tem tantas coisa que podem ser subtituidas por sacolinhas plásticas , o mundo melhoraria muito. Se cada um reciclasse , reduzisse e e reutilasse , seria muito bom.Muito bom pra ser verdade.
Os lixos , um grande problema no nosso planeta .
Os lixos estão se tornando um problema sério no nosso planeta.Uma onde de lixo está formada no pacífico , entre a Califórnia e o Havaí.Todo o mundo vê anuncios para cuidar da água , economizar água ... mas parece que ninguém se importa com nada.Eu acho que quando piorar , quando não der mais para consertar , para limpar todo o lixo , para melhorar o planeta , ai as pessoas vão começar a se importar , porque quando começa a ficar sem solução as pessoas começam a se importam. E não pensam que quanto antes melhor.A cada dia que passa , o lixo aumenta ,mais animais morrem por causa do lixo.É tão simples jogar LIXO NO LIXO , não jogar lixos nas praias , levar uma sacolinha sempre com você na praia e você coloca todo o lixo dentro da sacola se não tiver lixo na praia , ou em qualquer lugar , ai você chega em casa e joga no lixo. Parece tão difícil assim ? Que dificuldade tem ?
Esse vídeo é uma Carta Do Futuro de 2070 , uma suposição do que será em daqui a 60 anos.Algumas pessoas falam que é tudo mentira , que não acontecerá nada , mas se continuar assim , a situação do nosso planeta vai piorar , eu acho até que vai ser PIOR do que isso.
Esse vídeo é uma Carta Do Futuro de 2070 , uma suposição do que será em daqui a 60 anos.Algumas pessoas falam que é tudo mentira , que não acontecerá nada , mas se continuar assim , a situação do nosso planeta vai piorar , eu acho até que vai ser PIOR do que isso.
Lixo nos mares , Tartaruga com anel preso no casco .
Imagem do Lixão do Oceano Pacífico
Ontem (15/02/09), o Programa Fantástico (Rede Globo) trouxe à tona um problema antigo produzido pelas sociedades: O Lixão do Pacífico. Muitas organizações já se pronunciaram a respeito desta mazela produzida por cada um de nós, quando despretenciosamente jogamos no rio, no mar ou galerias das redes de esgoto objetos que se tornarão lixo.Ações sem culpas tem provocados imagens como esta aí em cima…
Localização do Lixão do Pacífico
Entre o litoral da Califórnia e o Havaí, uma área enorme ganhou um triste apelido: o Lixão do Pacífico. Levadas pela corrente marítima, toneladas e toneladas de sujeira, produzidas pelo homem, se acumulam num lugar que já foi um paraíso.Um oceano de plástico, uma sopa intragável, de tamanho incerto e aproximadamente 1,6 mil quilômetros da costa entre a Califórnia e o Havaí e que, segundo estimativas, seria maior do que a soma de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás.
É o Pacífico, o maior dos oceanos, agredido pela humanidade onde a humanidade raramente chega. Há plástico e plâncton, lixo e alimento, tudo misturado. Poluindo o paraíso, confundindo as aves, criando anomalias – como a tartaruga que cresceu com um anel de plástico em volta do casco (imagem abaixo) – e matando os moradores do mar.
Mas qual será afinal o tamanho exato dessa gigantesca massa de lixo que se acumula no Oceano Pacifico? Será que a gente ainda tem tempo para limpar tudo isso? E os animais? Se adaptam ou sofrem as consequências?
Charles Moore viajava pelo Pacífico, entre o Havaí e a Califórnia, quando resolveu arriscar um novo caminho. “Foi perturbador. Dia após dia não víamos uma única área onde não houvesse lixo. E tão distantes do continente”, lembra o capitão.
Como um descobridor nos tempos das Navegações, Charles Moore foi o primeiro a detectar a massa de lixo. E batizou o lugar de Lixão do Pacífico. Primeiro, viu pedaços grandes de plástico, muitos deles transformados em casa para os mariscos. Depois, quando aprofundou a pesquisa, o capitão descobriu que as águas-vivas estavam se enrolando em nylon e engolindo pedaços de plástico. O albatroz tinha um emaranhado de fios dentro do corpo.
“Antes não havia plástico no mar, tudo era comida. Então os animais aprenderam a comer qualquer coisa que encontram pela frente. Você pode ver que eles tentaram comer isso [pedaço de embalagem]. Mas não conseguiram”, diz o capitão.
Com a peneira na popa, o capitão e sua equipe filtram a sopa de plástico e fazem medições. Já descobriram, por exemplo, que 27% do lixo vem de sacolas de supermercado. Em uma análise feita com 670 peixes, encontraram quase 1,4 mil fragmentos de plástico.
São informações valiosas, fonte de pesquisa e argumentos para a grande denúncia de Charles Moore: “Gostaria que o mundo inteiro percebesse que o tipo de vida que estamos levando, isso de jogar tudo fora, usar tantos produtos descartáveis, está nos matando. Temos que mudar, se quisermos sobreviver.”
Lixo no Rio Tietê
Um gesto despreocupado, uma simples garrafa de plástico esquecida em uma praia da Califórnia. Muitas vezes ela é devolvida pelas ondas e recolhida pelos garis. Mas grande parte do material plástico que é produzido nessa região acaba embarcando em uma longa e triste viagem pelo Oceano Pacifico.Pode ser também depois de uma tempestade. O plástico jogado nas ruas é varrido pela chuva, entra nas galerias fluviais das cidades e chega até o mar; ou vem de rios poluídos que desembocam no oceano.
No caminho, os dejetos do continente se juntam ao lixo das embarcações e viajam até uma região conhecida como o Giro do Pacífico Norte. Diversas correntes marítimas que passam às margens da Ásia e da América do Norte acabam formando um enorme redemoinho feito de água, vida marinha e plástico.
Mas, outra vez uma tempestade, um vento forte, talvez, e parte do lixo viaja para fora da sopa, até uma praia distante.
Estamos numa praia linda e deserta de uma região praticamente desabitada do Havaí. Não era para ser um paraíso ecológico? Mas Kamilo Beach recebe tantos dejetos marítimos que acabou virando um lixão a céu aberto. Basta procurar um pouquinho para entender a origem de todo o plástico que chega até a praia. Em uma embalagem, caracteres chineses. Uma bóia de pescadores provavelmente veio do Japão. Um pouco mais adiante, há o pedaço de um tanque de plástico com ideogramas coreanos.
E olha que Kamilo Beach está mais de 1 mil quilômetros distante do Lixão do Pacífico, no extremo sudoeste da ilha de Hilo, no Havaí. Kamilo Beach dificilmente vê um gari. O plástico que chega lentamente pelo mar vai ficando esquecido no paraíso.
Há dois anos, depois que se mudaram para cá, Dean e Suzzane Frazer resolveram fazer de Kamilo um alerta planetário. Suzanne pergunta: “Será que o governo japonês, por exemplo, sabe quanto plástico o Japão está mandando para o Havaí?”
Dean vem trazendo um galão que, sem dúvida, chegou da Ásia. Tem também tubo de shampoo usado nos Estados Unidos e sacos de plástico sabe-se lá de onde. Agora, são todos farrapos do mar. As mordidas impressas no plástico levaram os ambientalistas a mudar de alimentação.
“O que acontece é que as toxinas estão se acumulando ao longo da cadeia alimentar. Os predadores no topo da cadeia, que somos nós, estamos comendo plástico também“, alerta Suzzane Fraser.
O casal toma notas, calcula as quantidades, recolhe o equipamento de pesca para saber os pesos e as medidas de cada tipo de poluição. Não é pessimismo. Por enquanto, praticamente nada está sendo feito e não dá para dizer que existe um ou outro culpado. Estamos todos com as mãos completamente sujas de plástico.
Thilafushi é a ilha de lixo das Maldivas
Haveria depósito de lixo em cinco régiões dos oceanos. Nas Ilhas Maldivas, no Oceano Índico, uma nova ilha está sendo criada. É uma ilha de lixo. Em pouco menos de duas décadas, a ilha já tem 50 mil metros quadrados e abriga indústrias e depósitos. Caminhões chegam em barcos o tempo todo.O lixo orgânico é queimado na hora. Garrafas de plástico e pedaços de metal são separados e exportados para Índia, onde são reciclados. O resto forma a base do território que avança sobre o oceano.
O nativos das Maldivas se recusam a fazer esse tipo de trabalho. Eles ganham mais se passarem o dia inteiro na praia, só pescando. Por isso, os trabalhadores do lixão são 150 imigrantes de Bangladesh, que aceitam trabalhar ganhando o equivalente a US$ 60 e US$ 100 por mês.
A maior parte do lixo vem da capital, Malé, que concentra 100 mil habitantes, um terço da população do país. Mas os 10 mil turistas que visitam as ilhas por dia provocaram uma explosão na produção de lixo e a criação da ilha das Maldivas que ninguém quer visitar.
quarta-feira, julho 21, 2010
Japão cria pilha que se autocarrega.
Gerador da Brother que pode substituir pilha AA
SÃO PAULO - São Paulo - A empresa japonesa Brother Industries apresentará nesta semana, durante o evento Techno-Frontier 2010, em Tóquio, um modelo de gerador que produz energia a partir da vibração.
O produto, com o formato de baterias AA ou AAA, pode substituir pilhas e ser recarregada ao ser chacoalhada.
É que dentro da "pilha" há um gerador de indução eletromagnética e um capacitor de dupla camada. "O novo gerador irá eliminar a necessidade de substituir baterias e contribuir para a redução da quantidade de lixo", disse a companhia ao blog Tech-On.
Conforme informações divulgadas pelo site, o gerador poderá ser usado em dispositivos que não usem eletricidade continuamente e que tenham consumo de aproximadamente 100mW - um controle remoto ou uma lanterna pequena, por exemplo.
China tenta limpar mancha de óleo de 50 km2
Porto de Dalian, na China
SÃO PAULO - Durante todo o fim de semana, autoridades chinesas tentaram conter os estragos causados pela explosão de dois oleodutos no mar Amarelo.
Uma enorme mancha de óleo, de 50 km2, se espalha na região próxima ao porto de Dalian deste sexta-feira. Estima-se que 1.650 toneladas de óleo tenham vazado.
Segundo a BBC, nãos e sabe ainda o que causou o acidente com os dois dutos da empresa China Petroleum Corp (CNPC), porém a primeira explosão aconteceu enquanto um navio vindo da Libéria descarregava petróleo.
Com o incidente, um fogo intenso queimou por mais de 15 horas e foram necessários dois mil bombeiros para apagar as chamas. Felizmente, não há registros de mortos ou feridos.
A CNPC informou que as válvulas de segurança que controlam o fluxo de petróleo foram ativadas e o vazamento foi controlado. Estão sendo usados mais de sete mil metros de bóias para conter a mancha no mar.
Em um coletiva de imprensa transmitida pela Phoenix TV, o secretário Xu Guochen, de Dalian, disse que a limpeza da área atingida deverá levar cinco
China ultrapassa EUA no consumo de energia.
Fila para abastecer: consumo energético chinês demandará investimento da ordem dos US$4 trilhões nos próximos 20 anos
SÃO PAULO - País devorou um total de 2,252 milhões de toneladas equivalentes de petróleo no ano passado, cerca de 4% a mais que os EUA.
Impulsionada por anos de crescimento econômico acelerado, a China é agora o maior consumidor de energia do mundo, removendo os Estados Unidos do posto que ocupou por mais de um século. As informações da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) foram publicadas nesta segunda pelo jornal The Wall Street Journal.
A agência, sediada em Paris, cujas previsões são geralmente consideradas como indicadores de parâmetro para a indústria de energia, disse que a China devorou um total de 2,252 milhões de toneladas equivalentes de petróleo no ano passado, ou cerca de 4% a mais que os EUA, que queimou 2.170 milhões de toneladas de óleo equivalente.
A métrica de petróleo equivalente representa todas as formas de consumo de energia, incluindo petróleo bruto, nuclear, carvão, gás natural e de fontes renováveis como a energia hidráulica. Para se ter uma idéia da rapidez com que o país asiático superou a maior potência econômica mundial em demanda energética, o consumo total na China era apenas metade do americano há 10 anos.
Em entrevista ao jornal americano, o economista-chefe do IEA, Fatih Birol, afirmou que a superação chinesa sobre os EUA "simboliza o início de uma nova era na história da energia, já que os americanos tinha sido o maior consumidor global de energia desde 1900".
A procura voraz da China por energia ajuda a explicar porque o país que recebe a maior parte de sua eletricidade a partir do carvão, o mais poluente dos combustíveis fósseis, também passou os EUA em 2007 como maior emissor mundial de emissões de dióxido de carbono e outros gases.
Se for analisada apenas a demanda por petróleo, os EUA ainda são o maior consumidor desta fonte energética por uma larga margem, passando, em média, cerca de 19 milhões de barris por dia. A China ocupa um distante segundo lugar com cerca de 9,2 milhões de barris por dia.
Entretanto, segundo o The Wall Street Journal, muitos analistas de petróleo acreditam que a demanda bruta americana atingiu o seu máximo, sendo improvável que cresça muito nos próximos anos.
Diante desse novo cenário, continua o jornal, "a diminuição da intensidade energética da economia norte-americana seria uma razão chave para investidores, como a General Electric Co., vislumbrarem a China como um motor de crescimento futuro".
Para continuar alimentando a economia e evitar apagões e falta de combustível, a China precisará de 4 trilhões de dólares em investimentos em energia total nos próximos 20 anos, afirma o economista-chefe da IEA.
Birol, que já foi economista consultor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), disse, ainda, que o país espera criar nos próximos 15 anos cerca de 1.000 gigawatts de nova capacidade de geração de energia. Isso é o mesmo que o montante total da capacidade de geração de eletricidade dos EUA atualmente.
MPF abre inquérito de utensílios plásticos
SÃO PAULO - O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo abriu um inquérito civil público para apurar as supostos efeitos nocivos do Bisfenol A, substância usada na produção de alguns utensílios plásticos.
Segundo o procurador Jefferson Aparecido Dias, o produto já foi proibido no Canadá, na Costa Rica e algumas regiões dos Estados Unidos por suspeita de causar disfunções no sistema endócrino e reprodutor.
A maior preocupação é com a presença do Bisfenol em recipientes que contém alimentos, como garrafas d' água e mamadeiras. Em utensílios que são aquecidos, o calor pode fazer com que parte da substância se misture com o alimento.
A investigação, que pode durar até um ano, terá início com o posicionamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Dias quer saber se o órgão reconhece os riscos a saúde apontados em pesquisas no exterior. “Dependendo da resposta, outros órgãos poderão ser consultados.”,
Um ponto que chama atenção do procurador é o fato de não haver indicação nos produtos que utilizam o Bisfenol. “Há dificuldade do cidadão saber se aquele produto tem ou não a substância.”
A Anvisa disse, por meio de nota, que o uso do Bisfenol foi aprovado em uma resolução conjunta com os outros países do Mercosul. “A norma sobre materiais plásticos destinados à elaboração de embalagens e equipamentos em contato com alimentos foi revisada dentro do bloco econômico no começo de 2008 e incorporada a legislação nacional por meio da RDC 17/2008 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”, afirma o comunicado.
Dentro dos limites estabelecidos, a agência garante que não há risco na utilização de produtos com a presença da substância. “O limite estabelecido foi o de 0,6 miligrama do produto para cada quilo da embalagem. Dentro desse parâmetro a substância não oferece risco para a saúde da população.”
O presidente da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Nelson Pereira dos Reis, confirmou que dentro dos limites o Bisfenol não representa perigo. Segundo ele, mesmo com parte da substância pode se misturando ao alimento, se as normas de dosagem forem seguidas, a substância é eliminada rapidamente do organismo. “Ele é eficientemente metabolizado e excretado”, destacou.
A proibição do Bisfenol em alguns países se deve, de acordo com Pereira, a decisões políticas não embasadas em fatos científicos. “Não há nada cientificamente comprovado que o uso do Bisfenol A ofereça risco à saúde”.
A substância é utilizada, segundo ele, apenas em uma pequena parte dos produtos feitos de plástico. “O Bisfenol é utilizado na fabricação de policarbonados, o que perto do conjunto dos plásticos é uma parte muito pequena, perto de 1%.”
Apesar de garantir a segurança do produto, o presidente da Abiquim disse que “testes adicionais são bem-vindos”.
Segundo o procurador Jefferson Aparecido Dias, o produto já foi proibido no Canadá, na Costa Rica e algumas regiões dos Estados Unidos por suspeita de causar disfunções no sistema endócrino e reprodutor.
A maior preocupação é com a presença do Bisfenol em recipientes que contém alimentos, como garrafas d' água e mamadeiras. Em utensílios que são aquecidos, o calor pode fazer com que parte da substância se misture com o alimento.
A investigação, que pode durar até um ano, terá início com o posicionamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Dias quer saber se o órgão reconhece os riscos a saúde apontados em pesquisas no exterior. “Dependendo da resposta, outros órgãos poderão ser consultados.”,
Um ponto que chama atenção do procurador é o fato de não haver indicação nos produtos que utilizam o Bisfenol. “Há dificuldade do cidadão saber se aquele produto tem ou não a substância.”
A Anvisa disse, por meio de nota, que o uso do Bisfenol foi aprovado em uma resolução conjunta com os outros países do Mercosul. “A norma sobre materiais plásticos destinados à elaboração de embalagens e equipamentos em contato com alimentos foi revisada dentro do bloco econômico no começo de 2008 e incorporada a legislação nacional por meio da RDC 17/2008 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”, afirma o comunicado.
Dentro dos limites estabelecidos, a agência garante que não há risco na utilização de produtos com a presença da substância. “O limite estabelecido foi o de 0,6 miligrama do produto para cada quilo da embalagem. Dentro desse parâmetro a substância não oferece risco para a saúde da população.”
O presidente da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Nelson Pereira dos Reis, confirmou que dentro dos limites o Bisfenol não representa perigo. Segundo ele, mesmo com parte da substância pode se misturando ao alimento, se as normas de dosagem forem seguidas, a substância é eliminada rapidamente do organismo. “Ele é eficientemente metabolizado e excretado”, destacou.
A proibição do Bisfenol em alguns países se deve, de acordo com Pereira, a decisões políticas não embasadas em fatos científicos. “Não há nada cientificamente comprovado que o uso do Bisfenol A ofereça risco à saúde”.
A substância é utilizada, segundo ele, apenas em uma pequena parte dos produtos feitos de plástico. “O Bisfenol é utilizado na fabricação de policarbonados, o que perto do conjunto dos plásticos é uma parte muito pequena, perto de 1%.”
Apesar de garantir a segurança do produto, o presidente da Abiquim disse que “testes adicionais são bem-vindos”.
Google faz acordo para usar energia eólica
SÃO PAULO - A unidade de energia do Google fez um acordo para comprar energia eólica da ExtEra Energy pelos próximos 20 anos, para alimentar seus centros de dados.
O acordo vem menos de três meses depois de a gigante da internet ter investido US$ 38,8 milhões em duas fazendas de vento em Dakota do Norte, desenvolvidas pela NextEra Energy Resources, e que gera energia suficiente para alimentar 55.000 lares.
A Google Energy começará a comprar energia eólica em 30 de julho, disse Urs Hoelze, vice-presidente sênior de operações do Google, em um blog.
"Incorporar uma quantidade dessas de energia eólica em nosso portfólio é complicado, mas essa energia é suficiente para abastecer diversas centrais de dados", acrescentou. O Google vem estimulando iniciativas contra a mudança climática por meio de seu braço filantrópico, o Google.org.
A empresa havia afirmado, em 2007, que iria investir em companhias e faria pesquisa própria para produzir energia renovável a preços competitivos. A unidade Google Energy, formada em dezembro de 2009, permite que a companhia adquira grandes quantidades de energia renovável no mercado.
O acordo vem menos de três meses depois de a gigante da internet ter investido US$ 38,8 milhões em duas fazendas de vento em Dakota do Norte, desenvolvidas pela NextEra Energy Resources, e que gera energia suficiente para alimentar 55.000 lares.
A Google Energy começará a comprar energia eólica em 30 de julho, disse Urs Hoelze, vice-presidente sênior de operações do Google, em um blog.
"Incorporar uma quantidade dessas de energia eólica em nosso portfólio é complicado, mas essa energia é suficiente para abastecer diversas centrais de dados", acrescentou. O Google vem estimulando iniciativas contra a mudança climática por meio de seu braço filantrópico, o Google.org.
A empresa havia afirmado, em 2007, que iria investir em companhias e faria pesquisa própria para produzir energia renovável a preços competitivos. A unidade Google Energy, formada em dezembro de 2009, permite que a companhia adquira grandes quantidades de energia renovável no mercado.
Furnas pagará multa por apagão em 2003
BRASÍLIA - A interrupção no fornecimento de energia elétrica no Espírito Santo e em grande parte do Rio de Janeiro em abril de 2003 vai custar R$ 5 milhões em multa à empresa Furnas Centrais Elétricas. A multa, aplicada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), tinha sido contestada por Furnas, mas a Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu manter a punição na Justiça.
Na época da autuação, a Aneel disse que constatou falhas de procedimento de Furnas, em contradição às orientações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o que causou a interrupção na rede elétrica. A empresa alegou que foi autuada sem notificação prévia e intimação pessoal e solicitou a anulação do ato de infração aplicado pela Aneel ou a redução no valor da multa fixada.
Recentemente, a 9ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal negou o pedido de Furnas, mantendo a aplicação da multa no valor estipulado pela Aneel. A empresa ainda não informou se irá recorrer da decisão
BP vende ativos para pagar estragos no Golfo do México
Gás do vazamento é queimado no Golfo
SÃO PAULO - A British Petroleum anunciou ontem a venda de ativos para pagar pelos estragos causados no Golfo do México.
A Apache Corporation deverá pagar US$7 bilhões por propriedades no Texas, Novo México (EUA), oeste do Canadá e concessões de exploração em Badr El-din, Egito.
A decisão de venda segue a nova política da empresa de ampliar seu orçamento de “alienações” para US$10 bilhões.
Em comunicado, a BP disse que, nos últimos dois meses, o conselho considerou diversas opções para gerar o caixa necessário para arcar com as obrigações no vazamento.
As transações ainda estão sujeitas a algumas regulamentações e aprovações, mas devem ser finalizadas até o final do ano. A Apache deve depositar a primeira parte do pagamento, US$5 bilhões, em 30 de julho.
O vazamento no Golfo do México teve início em 20 de abril com a explosão da plataforma de petróleo Deepwater Horizon, operada pela BP. Todas as tentativas de conter o vazamento falharam – e o máximo que a empresa conseguiu foi colocar um sino provisório enquanto escava dois novos poços de alívio.
Ônibus em SP terá biocombustível
SÃO PAULO - Nos próximos meses, as ruas de São Paulo servirão de pista de teste para uma minifrota de ônibus especiais. Eles vão rodar com um combustível inédito no País e menos poluente do que os de origem fóssil comuns: o diesel de cana-de-açúcar.
Desenvolvido pela subsidiária brasileira da empresa americana Amyris, o novo derivado é praticamente livre de enxofre e chega aos tanques dos veículos numa proporção inicial de 10% misturada ao diesel derivado do petróleo.
O primeiro ônibus a utilizar a solução foi abastecido nesta terça (20) durante cerimônia no terminal da empresa de transporte Viação Santa Brígida. Ao todo, três veículos movidos a mistura deverão percorrer regiões nevrálgicas da cidade, com altos índices de congestionamento e poluição.
Depois, eles terão suas performances comparadas a outros três veículos que realizam o mesmo percurso, abastecidos, entretanto, com o diesel comum. Ambas as frotas possuem motores iguais (veja foto do novo diesel na página seguinte).
Se bem sucedido no testdrive, que vai até dezembro, sob monitoramento da SPTrans (Secretaria Municipal de Transportes de São Paulo), o novo biocombustível poderá ser usado por outros tipos de veículos, como caminhões e utilitários.
Estima-se que a redução de gases de efeito estufa pelo diesel de cana seja superior a 90% quando comparado ao derivado fóssil - média bem acima da alcançada por outros biocombustíveis em uso no mundo. O etanol da cana comercializado no Brasil, por exemplo, reduz em cerca de 80% as emissões; e o etanol de milho, utilizado nos EUA, apresenta redução de apenas 30%.
Os testes iniciais com o novo diesel foram feitos pela Mercedes-Benz, na empresa da fábrica em São Bernardo do Campo (SP). "Comparado ao diesel fóssil, mesmo em uma proporção tão pequena de 10%, o diesel produzido a partir da cana emite 9% menos material particulado na atmosfera, que é altamente prejudicial à saúde ", afirma o vice-presidente de ônibus para a América Latina da Mercedes-Benz, Ricardo Silva.
A Lua e as Exoluas
SÃO PAULO - Este ano, completam-se 400 anos desde que Galileu descobriu os quatro grandes satélites de Júpiter.
Lua, a original
Até Simon Marius e Galileu Galilei descobrirem quatro das luas de Júpiter, há 400 anos, a única lua conhecida era um objeto proeminente no céu da Terra à noite. Desde então, dezenas de satélites foram descobertos no Sistema Solar, mas a Lua ainda se destaca como um dos membros mais notáveis do clã.
Luas são raras no interior do Sistema Solar: Vênus e Mercúrio não têm nenhuma e as duas luas de Marte são pequenas pedrinhas se comparadas a nossa. Na verdade, a Lua pareceria mais à vontade se estivesse entre os satélites que orbitam os gigantes de gás. Suas dimensões generosas podem ser um refl exo de sua origem única. Acredita-se que os satélites se formam de duas formas: a partir da mesma nuvem de detritos que seu planeta-mãe ou como objetos errantes capturados pelo campo gravitacional do planeta. Nossa lua teve um nascimento mais sangrento, quando um grande protoplaneta colidiu com a Terra há 4,5 bilhões de anos e expeliu um anel brilhante de rochas derretidas e vaporizadas, que se condensaram para formar o satélite. Esse cataclismo pode ter sido um golpe de sorte para nós, já que a Lua ajuda a estabilizar a inclinação da Terra.
Há indícios de que os Estados Unidos abandonarão as missões tripuladas para a Lua num futuro próximo. Mas as perspectivas de longo prazo para a colonização humana da Lua ganharam força no ano passado, quando a nave Lcross, da NASA, encontrou a evidência mais concreta até o momento de água em estado líquido enterrada no polo sul lunar.
Além do nosso sistema: as exoluas
Se nosso Sistema Solar tem tantas luas, que tipo de satélites encontraríamos em outros sistemas de planetas da Via Láctea? Podem haver luas com climas temperados e habitáveis orbitando exoplanetas. Elas não estarão habitadas por vida inteligente, mas podem ser hábitat prováveis para a vida.
Encontrar uma lua circulando um planeta que orbita um sol distante parece difícil, mas a tecnologia pode permitir isso. A melhor forma de descobrir seria identifi car ciclos pelos quais um planeta passa em frente ao seu sol, diminuindo a quantidade de luz que vemos da Terra. O método já foi usado para encontrar planetas e poderia revelar exoluas. Como uma lua orbita um planeta, sua gravidade faz com que o movimento do planeta acelere ou diminua. Quanto maior a lua em relação a ele, maior o efeito. Um planeta como Netuno, situado numa área nem muito quente nem muito fria de um sistema solar teria uma lua do tamanho da Terra. Com uma atmosfera densa, ela poderia abrigar vida.
Reino Unido cria novo centro para observação da Terra a partir do espaço
O Reino Unido inaugurará um novo centro dedicado à observação da Terra a partir do espaço, que estará situado no International Space Innovation Center (ISIC), no sudeste da Inglaterra.
O centro será inaugurado em abril de 2011 em Harwell (Oxfordshire) e o objetivo é reunir todos os conhecimentos que possam ser obtidos em matéria de observação terrestre, além de fazer um acompanhamento dos satélites, segundo foi anunciado na feira aeronáutica de Farnborough.
Esse centro recolherá dados ambientais como os efeitos do desmatamento e analisará toda a informação procedente do espaço que possa ajudar os cientistas em tarefas ambientais.
Segundo o professor Alan O'Neill, diretor do centro nacional para a observação terrestre, citado pela BBC, "juntando o melhor de nossa ciência de base espacial com os pesquisadores do setor industrial aspiramos a desenvolver inúmeras aplicações".
No centro trabalharão até 40 cientistas, muitos dos quais com a missão de reunir e apresentar toda a informação enviada pelos satélites de observação ambiental.
Os dados estarão à disposição dos cientistas de todo o mundo e do público em geral.
O centro será inaugurado em abril de 2011 em Harwell (Oxfordshire) e o objetivo é reunir todos os conhecimentos que possam ser obtidos em matéria de observação terrestre, além de fazer um acompanhamento dos satélites, segundo foi anunciado na feira aeronáutica de Farnborough.
Esse centro recolherá dados ambientais como os efeitos do desmatamento e analisará toda a informação procedente do espaço que possa ajudar os cientistas em tarefas ambientais.
Segundo o professor Alan O'Neill, diretor do centro nacional para a observação terrestre, citado pela BBC, "juntando o melhor de nossa ciência de base espacial com os pesquisadores do setor industrial aspiramos a desenvolver inúmeras aplicações".
No centro trabalharão até 40 cientistas, muitos dos quais com a missão de reunir e apresentar toda a informação enviada pelos satélites de observação ambiental.
Os dados estarão à disposição dos cientistas de todo o mundo e do público em geral.
Mapa pode resolver mistério do carbono
Um mapa inédito da altura das florestas no planeta deve ajudar cientistas a entender para onde vai o carbono que, aparentemente, “desaparece” nas contas de emissão e absorção.
Além disso, os dados coletados dão informações sobre as características das florestas que podem ajudar também a controlar incêndios e entender o ecossistema.
Com os satélites Terra e Aqua, da Nasa, a equipe liderada por Michael Lefsky, da Universidade Estadual do Colorado, está construindo um inventário de quanto carbono as florestas guardam – um estudo da biomassa existente acima da superfície.
O mapa pretende estimar a quantidade de carbono presa nas florestas para responder à pergunta: o que acontece com os dois bilhões de toneladas “desaparecidas” de carbono a cada ano?
Estima-se que os seres humanos liberam sete bilhões de toneladas de carbono todos os anos, a maior parte na forma de CO2. Desse total, três bilhões acabam na atmosfera e dois bilhões nos oceanos. Mas ainda é incerto o que acontece com os outros dois bilhões. Cientistas suspeitam que as florestas os capturam e armazenam grande parte dele como biomassa durante a fotossíntese.
A primeira versão do mapa, ainda considerada um rascunho, mediu 2,4% da superfície de florestas da Terra. Os satélites enviam pulsos de laser e observam quanto tempo leva para eles retornarem, comparando as medidas de retorno do solo e das copas das árvores.
Foram mais de 250 milhões de pulsos coletados durantes sete anos que, combinados com dados do Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer (MODIS), ouro instrumento a bordo dos satélites, permitiram a criação do mapa. As análises mediram a média de altura a cada 5 km2 de vegetação.
O resultado mostra aglomerados de florestas altas na nordeste pacífico da América do Norte e partes do sudeste da Ásia. Florestas mais baixas estão espalhadas no Canadá e Eurásia. As florestas coníferas temperadas, muito úmidas e com árvores grandes como sequóias chegam a copas de 40 metros. Em contraste, florestas boreais têm árvores de 20 metros. Florestas tropicais chegam a 25 metros, a mesma altura achada em áreas temperadas comuns na Europa e Estados Unidos.
Quando ficar pronto, o inventário completo da biomassa pode ajudar na construção de modelos climáticos e guiar novas políticas para minimizar o impacto humano. Já as alturas das copas podem ser usadas em modelos que ajudem a prever como incêndios se espalham, por exemplo, ou usadas para entender a adaptação de espécies e ambientes.
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