domingo, julho 18, 2010

Enchente em Alagoas


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Maria da Conceição observa as ruínas da casa onde morou por mais de 60 anos (Foto: Gazeta de Alagoas/Robson Lima)
União do Palmares – Em meio às ruínas do que fora a Rua da Ponte, em União dos Palmares, às margens do Rio Mundaú, uma cena chamava a atenção de quem trafegava por ali, no início da última semana. Sentada em um pedaço de tijolo, bem no meio dos destroços do que algum dia foi a sua casa, uma senhora franzina e sozinha preenchia a desolação da paisagem. Usa uma sombrinha azul florida para se proteger da chuva. Apara a água que escorre da bica da sombrinha com uma garrafa de água mineral. Tomaria mais tarde, quando tivesse sede. Chama-se Maria da Conceição Araújo e tem 98 anos, quase um século de vida. Está sentada exatamente no local onde era a sua sala de estar. Quase morreu afogada no dia da cheia. Foi salva com água pelo pescoço. Não se conforma em ver destruída a casa onde morou por mais de 60 anos. Não merecia tamanha desventura a essa altura da vida. Após a destruição, ela foi levada para uma casa de conhecidos, em outro bairro de União.


Famílias choram pelos desaparecidos


Santana do Mundaú - A última imagem que José Leôncio Neto tem guardada do primo, o comerciante Gilmar Alves, 45 anos, talvez não se apague nunca de sua memória. Naquele fim de tarde do último dia 18 de junho, Santana do Mundaú vivia momentos de terror. A fúria do Rio Mundaú derrubava casas e devastava a cidade.
Do alto do primeiro andar de um mercadinho, ilhados, Leôncio e mais um grupo de funcionários do estabelecimento lutavam pela sobrevivência e observavam a batalha de Gilmar para se manter vivo.


Gilmar era dono de uma pousada, em Santana do Mundaú, às margens do rio, próximo à ponte que faz a ligação entre as duas partes da cidade. Desde cedo, quando percebeu a subida do nível do rio, Gilmar correu para tentar salvar móveis e objetos de sua pousada.


Mulher é arrastada de uma cidade a outra


Branquinha – Agarrada ao marido, ela lutava para sobreviver. Haviam sido pegos de surpresa. A água subia rápido e a força da enxurrada crescia de maneira assustadora.
Tinha ido ao povoado Duas Estradas, em Branquinha, para trabalhar. Substituiria durante dois dias a merendeira de uma escola local. O dinheiro das duas diárias viria em boa hora.


Jamais imaginou que pudesse estar naquela situação, entre a vida e a morte, e mal sabia que seria a protagonista de uma das histórias mais impressionantes daqueles dias de desespero. Ela escaparia milagrosamente da morte depois de descer 15 quilômetros de rio, em meio ao “tsunami”.


Na terrível noite do último dia 18 de junho, a dona de casa Maria Lúcia Correia, 35 anos, o marido dela, o agricultor Ronaldo Teles Cavalcante, 19, e mais cinco pessoas travavam luta feroz contra a correnteza.


Salva graças a um botijão de gás


Alguns quilômetros rio abaixo, Maria Lúcia esbarrou em um pedaço de madeira e agarrou-se a ele. Depois se segurou em um botijão de gás. Foi a sua salvação
A dona de casa Maria Lúcia Correia viu perfeitamente quando passou em Branquinha. Ouviu gritos desesperados de pessoas que estavam em igual situação. Esbarrou em galhos e pedras. Foi muito castigada. Sofreu cortes pelo corpo. Ao mesmo tempo, a chuva forte não parava de cair.


Alguns quilômetros rio abaixo, já sem forças, esbarrou em um pedaço de madeira e agarrou-se a ele. Metros adiante, conseguiu se segurar em botijão de gás que descia com a correnteza. Foi a sua salvação.


Pouco mais de três horas depois de ter se separado do marido, já no município de Murici, Lúcia esbarrou em um troco de árvore. O impacto foi tão forte que lhe quebrou uma costela. “Quando eu bati, perdi o resto das forças e soltei o bujão e o pedaço de madeira”, lembra ela.


Mãe ouviu apelos do filho pelo celular


União dos Palmares – O “tsunami” que desceu o Rio Mundaú provocou estragos em União dos Palmares e carregou com ele dois pedaços do coração da comerciante Maria Aparecida Soares da Silva. Ela perdeu o marido, o comerciante Antônio Alves da Silva, 48 anos, e o filho, Amauri Alves da Silva, 20.


Os dois tentavam salvar as mercadorias do mercadinho da família, situado às margens do Mundaú, quando o prédio de dois andares, onde a família também residia, não aguentou a pressão da água e foi arrastado pela correnteza. Para aumentar ainda mais a dor de Aparecida e das duas filhas dela, os dois corpos ainda não foram encontrados.
“Jamais pensei que isso pudesse acontecer com a nossa família”, lamenta Aparecida. Abrigada na casa de parentes, um mês depois da tragédia ela tenta recomeçar a vida. Mas vai ser muito difícil se recompor psicologicamente.


Gari sai para visitar a família e some


Branquinha – Entre as histórias tristes de vítimas que desceram o rio para não mais serem encontradas, está o drama do gari José Cícero da Silva Clemente, 39 anos. Galo, como era conhecido, comoveu os moradores de Branquinha, onde ele morava.
No dia da enchente, Galo correu para ajudar a mãe e as irmãs a salvar móveis e outros pertences. Ele morava na parte alta da cidade com a mulher e dois filhos.
Depois de salvar da enxurrada o que conseguiram, José Cícero, a mãe e as irmãs foram pra casa de um irmão dele. Lá, todos tomaram banho, trocaram as roupas molhadas e jantaram.


“Ele vestiu uma roupa emprestada do meu irmão, um casaco vermelho e uma bermuda da mesma cor, tomou um prato de sopa e saiu. Disse que precisava voltar pra casa, para ver como estavam a mulher e os filhos”, conta a irmã dele, a dona de casa Rosineide da Silva Clemente, que está em um dos abrigos na cidade de Branquinha. Era a última vez que ela, a mãe e as irmãs veriam Cícero.


Comerciante lembra momentos de sufoco


Quebrangulo – A cidade onde nasceu o escritor Graciliano Ramos não vai esquecer tão cedo da última revolta do Rio Paraíba. Parte da cidade ficou destruída. Mais de mil casas ruíram. 120 prédios comerciais e 29 prédios públicos viraram destroços. Quase cinco mil pessoas ficaram desabrigadas. Por sorte não houve vítimas fatais.
Mas para que essa estatística fosse mantida, muita gente teve que travar uma luta feroz contra as águas para poder sobreviver. Foi o caso do pacato comerciante Aristácio Clementino de Paula, 35 anos. Na tarde de sexta-feira, dia 18 de junho, em meio ao temporal que desabava, ele recebeu um telefonema de Bom Conselho. “O Açude da Nação rompeu, muita água vai descer. Avise aos moradores de Quebrangulo”, alertava o amigo de Aristácio.

Milhões de árvores foram derrubadas pelo ventaval

Vendaval de 145 km/h pode ter derrubado 663 milhões de árvores na Amazônia
14/07/2010

Uma única tempestade pode ter destruído meio bilhão de árvores na floresta amazônica. Ventos violentos, de mais de cento e quarenta e cinco quilometros por hora, varreram a floresta em 2005. Mas os pesquisadores só divulgaram a informação nesta semana. Conclusão: entre 441 e 663 milhões de árvores foram destruídas em toda a floresta. Nos pontos mais graves, cerca de 80% da vegetação foi atingida.

O estudo foi feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e da Universidade do Estado de São Paulo.

Estudando o fenômeno a anos, cientistas atribuíam o aumento da mortalidade de árvores em 2005 a uma grande seca, que atingiu parte da floresta amazônica naquele momento. Porém, foi identificado que numa região de Manaus a seca não tinha exercido influência, e mesmo assim havia perdido muitas árvores. Pesquisadores informaram que entre 16 e 18 de janeiro de 2005 uma área de instabilidade atingiu mil quilometros de comprimento e 200 quilometros de largura.

Essa faixa, que englobou toda a bacia amazônica de sudoeste a nordeste, sofreu com tempestades violentas, chuvas e raios, derrubando árvores em Manaus, Manacapuru e Santarém. As que não eram arrancadas com a força dos ventos eram atingidas pelas que caíam.

sábado, julho 17, 2010

Desmatamento no Meio Ambiente .

           Desmatamento no Meio Ambiente


ConsequênciaConsequência
É bem verdade que a Terra possui o seu ciclo de vida, e seja natural o seu fim, todavia, a ação do homem causando o desmatamento do meio ambiente vem acelerando este processo natural do planeta, sendo que hoje a Degradação Meio Ambiente acabou por se tornar um sério problema crônico de saúde do mundo. É preciso fazer um Controle Meio Ambiente. O meio ambiente com desmatamento tem as suas influencias diretas nos problemas ambientais hoje vividos por todos, na medida em que, quanto menos arvores se têm, menor será a quantidade de ar poluído filtrado, o que implica diretamente no aquecimento global e bruscas mudanças climáticas.
Meio Ambiente Desmatamento
Meio Ambiente Desmatamento
Demais disso, sem as florestas os Animais de Diferentes Espécies nativos não terão condições de sobrevivência, o que alarga ainda mais o problema de extinção de determinadas espécies. Da mesma forma, a poluição das águas prejudica o desenvolvimento dos peixes e outros animais aquáticos, que geralmente serviriam como fonte alimentar para espécies maiores. Logo, tem-se um sério desequilíbrio na cadeia alimentar, o que faz com que muitos animais selvagens acabem rumando para as cidades em busca de alimentos. E ai que mora um grande perigo, pois algumas pessoas acabam adotando essas espécies selvagens como Animais Domésticos, o que coloca em risco a vida e a saúde, em especial, das crianças.
Poluição
Poluição
Aqui no Brasil, um sério problema de desmatamento do meio ambiente fica por conta da atuação de madeireiras clandestinas nas regiões da Floresta Amazônica. Nestes locais de atuação ilegal é praticada uma extração de madeira nativa de forma descontrolada, o que causa um sério problema de manutenção na vida antes existente naquele meio ambiente, pois muitas das espécies de aves acabam ficando sem as árvores onde habitavam e instalavam seus ninhos para a procriação. Logo, são obrigadas a migrarem para outros locais, causando um desequilíbrio ecológico. Como se vê, o mundo precisa urgentemente parar com o despejo de lixo nas florestas e acabar com o meio ambiente desmatamento, pois somente desta forma poderemos garantir a existência da vida na no nosso querido plante Terra.

Aquecimento GLOBAL

 
A Terra em alerta .
O planeta esquenta e a catástrofe é iminente. Mas existe solução


Ondas de calor inéditas. Furacões avassaladores. Secas intermináveis onde antes havia água em abundância. Enchentes devastadoras. Extinção de milhares de espécies de animais e plantas. Incêndios florestais. Derretimento dos pólos. E toda a sorte de desastres naturais que fogem ao controle humano.


Há décadas, pesquisadores alertavam que o planeta sentiria no futuro o impacto do descuido do homem com o ambiente. Na virada do milênio, os avisos já não eram mais necessários – as catástrofes causadas pelo aquecimento global se tornaram realidades presentes em todos os continentes do mundo. O desafios passaram a ser dois: se adaptar à iminência de novos e mais dramáticos desastres naturais; e buscar soluções para amenizar o impacto do fenômeno.


Em tempos de aquecimento planetário, uma nova entidade internacional tomou as páginas de jornais e revistas de toda a Terra – o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), criado pela ONU para buscar consenso internacional sobre o assunto. Seus aguardados relatórios ganharam destaque por trazer as principais causas do problema, e apontar para possíveis caminhos que podem reverter alguns pontos do quadro.


Em 2007, o painel escreveu e divulgou três textos. No primeiro, de fevereiro, o IPCC responsabilizou a atividade humana pelo aquecimento global – algo que sempre se soube, mas nunca tinha sido confirmado por uma organização deste porte.  Advertiu também que, mantido o crescimento atual dos níveis de poluição da atmosfera, a temperatura média do planeta subirá 4 graus até o fim do século. O relatório seguinte, apresentado em abril, tratou do potencial catastrófico do fenômeno e concluiu que ele poderá provocar extinções em massa, elevação dos oceanos e devastação em áreas costeiras.


A surpresa veio no terceiro documento da ONU, divulgado em maio. Em linhas gerais, ele diz o seguinte: se o homem causou o problema, pode também resolvê-lo. E por um preço relativamente modesto – pouco mais de 0,12% do produto interno bruto mundial por ano até 2030. Embora contestado por ambientalistas e ONGs verdes, o número merece atenção.


O 0,12% do PIB mundial seria gasto tanto pelos governos, para financiar o desenvolvimento de tecnologias limpas, como pelos consumidores, que precisariam mudar alguns de seus hábitos. O objetivo final? Reduzir as emissões de gases do efeito estufa, que impede a dissipação do calor e esquenta a atmosfera.


O aquecimento global não será contido apenas com a publicação dos relatórios do IPCC. Nem com sua conclusão de que não sai tão caro reduzir as emissões de gases. Apesar de serem bons pontos de partida para balizar as ações, os documentos não têm o poder de obrigar uma ou outra nação a tomar providências. Para a obtenção de resultados significativos, o esforço de redução da poluição precisa ser global. O fracasso do Tratado de Kioto, ao qual os Estados Unidos, os maiores emissores de CO2 do mundo, não aderiram, ilustra os problemas colocados diante das tentativas de conter o aquecimento global.

Óleo pelo ralo , não !

- Óleo pelo ralo .

Infelizmente, muitas pessoas não sabem como descartar corretamente aquele óleo de fritura usado na cozinha. O mais comum é o óleo ser despejado no ralo da pia da cozinha, porém, essa atitude é altamente poluidora, podendo causar prejuízos irreversíveis ao meio ambiente.
Cada litro de óleo despejado no esgoto tem potencial para poluir cerca de um milhão de litros de água, o que equivale a quantidade que uma pessoa consome ao longo de quatorze anos de vida.
Entre as conseqüências dessa atitude estão: A impermeabilização do solo, que contribui com o aumento de enchentes e alagamentos; a criação de uma fina camada sobre a superfície da água, o que impede a oxigenação e a entrada de luz, além de prejudicar a reprodução dos fitoplânctons, que são muito importantes na cadeia alimentar aquática; a produção de mau-cheiro decorrente de decomposição; o entupimento das tubulações.
Algumas comunidades se organizam para recolher tais despojos para reciclagem através da produção de sabão em pedra e sabonete. Hoje em dia, podemos ver que existem indústrias que se preocupam com a destinação desse "óleo sujo" e estão utilizando esse material também para a fabricação do biodiesel, resina para tintas e detergentes.
Onde não há tal organização, o melhor a se fazer é recolher o óleo em garrafas PET (plástico) (como as de refrigerante não-retornáveis), ou até mesmo na embalagem de origem - o que hoje em dia pode ser perfeitamente feito pois, a maioria das embalagens são produzidas com material retornável - e despojá-lo no lixo orgânico doméstico, jamais pelo ralo da pia, para que possa ser tratado da maneira mais adequada.